Foto: Reprodução
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O Tribunal de Justiça do Ceará iniciou nesta segunda-feira (13) o julgamento de Matheus Anthony Queiroz, acusado pelo brutal assassinato da enfermeira Clarissa Costa Gomes, ocorrido em julho de 2025 em Fortaleza. O caso, que ganhou repercussão nacional pela crueldade dos detalhes, voltou a ser pauta com a manifestação da cantora e ex-BBB Juliette Freire. Conhecida pela sua forte presença nas redes sociais e por levantar pautas sociais, a artista utilizou sua plataforma para clamar por justiça e expressar solidariedade à família da vítima, reiterando a necessidade de um desfecho justo para o crime de feminicídio.

Início do julgamento de feminicídio e o clamor de Juliette Freire

Juliette Freire, que teve uma conexão indireta com Clarissa Costa Gomes através de uma amiga em comum, Monalisa, com quem dividiu apartamento na juventude na Paraíba, tem acompanhado de perto o desenrolar do processo. Em vídeos publicados em suas redes sociais na manhã desta segunda-feira, a cantora compartilhou seu sentimento de “coração apertado” diante do início do julgamento. Sua fala não se limitou a um pedido genérico, mas reforçou a confiança na justiça brasileira. “Eu acredito muito na justiça, não só de Deus, mas dos homens, dos profissionais envolvidos nesse caso, das pessoas envolvidas no julgamento. E eu tenho certeza que a justiça será feita”, declarou a artista.

O brutal feminicídio da enfermeira Clarissa Costa Gomes

O crime que levou Matheus Anthony Queiroz ao banco dos réus ocorreu em julho de 2025, no Bairro Jardim Cearense, em Fortaleza. Clarissa Costa Gomes, uma enfermeira de 31 anos que dedicava sua vida ao trabalho em hospitais públicos, foi encontrada morta com 34 facadas na residência onde morava com a mãe. No momento do ataque, ela estava sozinha com o agressor, Matheus Anthony Lima Martins Queiroz, então com 26 anos e técnico em gestão ambiental. A gravidade do caso é acentuada pelo fato de Clarissa ter enviado uma mensagem de ‘SOS’ a uma amiga pouco antes de ser assassinada, um alerta desesperado que, inicialmente, foi interpretado como relacionado a uma reunião de trabalho.

A denúncia do Ministério Público e os indícios do crime

A investigação e a denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE) apontam para um cenário de feminicídio qualificado. Conforme o MPCE, Matheus Anthony Queiroz é julgado por feminicídio majorado pelo uso de meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. O relacionamento entre Clarissa e Matheus, que se conheceram na igreja e estavam juntos desde outubro de 2023, era o primeiro namoro da enfermeira, segundo amigos. Familiares, amigos e o próprio Ministério Público suspeitam que o crime foi motivado pela tentativa de Clarissa de terminar o relacionamento, o que não teria sido aceito pelo réu. A denúncia detalha que, diante da manifestação de Clarissa em pôr fim à relação, Matheus, inconformado, a agrediu fisicamente, apossou-se de uma faca que a mãe da vítima guardava em uma geladeira e desferiu os golpes fatais.

Repercussão e o papel da conscientização

Desde que o caso veio à tona em 2025, Juliette Freire tem se posicionado publicamente sobre a tragédia. Na época, ela lamentou a morte de Clarissa, descrevendo-a como uma pessoa doce e estudiosa, e fez um apelo para que mulheres vítimas de violência busquem ajuda e denunciem seus agressores. Ao comentar o julgamento nesta segunda-feira, a ex-BBB reforçou a importância de discutir as dinâmicas da violência contra a mulher e a urgência de mudanças na legislação para proteger as vítimas. O feminicídio, que representa o assassinato de mulheres pela condição de ser mulher, continua sendo uma chaga social no Brasil, com números alarmantes que exigem atenção e políticas públicas eficazes, como apontam diversos estudos e reportagens sobre o tema. A prisão preventiva de Matheus Anthony Queiroz, que em depoimento à Polícia Civil primeiro negou o encontro com Clarissa e depois alegou não ter lembranças do ocorrido, é um passo no processo que a sociedade e figuras públicas como Juliette esperam que culmine em justiça. A artista expressou o desejo de que, independentemente da dor imensurável da perda, a família de Clarissa possa encontrar algum sentimento de acolhimento com a condenação do réu. “Nada ameniza essa dor, mas a justiça precisa ser feita”, concluiu Juliette.

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