Ação rápida evita tragédia em academia de Fortaleza
Um momento de tensão em uma academia localizada no bairro Parangaba, em Fortaleza, terminou com um desfecho positivo graças à agilidade e ao conhecimento técnico de um profissional de educação física. O personal trainer Carlos Alexandre, de 47 anos, agiu prontamente ao perceber que um aluno apresentava sinais de asfixia após se engasgar com água durante o treino.
engasgo: cenário e impactos
O incidente ocorreu na última segunda-feira (15) e foi capturado pelas câmeras de segurança do estabelecimento. Nas imagens, é possível observar o momento em que o aluno começa a demonstrar desconforto respiratório severo. Inicialmente, o instrutor, que realizava exercícios de panturrilha enquanto aguardava uma cliente, acreditou tratar-se de um mal-estar passageiro, mas a persistência dos sintomas exigiu uma intervenção imediata.
A aplicação da manobra de Heimlich
Ao notar que o aluno não conseguia normalizar a respiração, Carlos Alexandre não hesitou e iniciou a manobra de Heimlich. A técnica, reconhecida mundialmente como um procedimento de primeiros socorros para casos de obstrução de vias aéreas por corpo estranho, consiste em compressões abdominais que forçam a expulsão do objeto ou líquido que bloqueia a traqueia.
A intervenção foi bem-sucedida e o aluno conseguiu retomar o fôlego pouco tempo depois. O caso reforça a importância de profissionais de saúde e educação física estarem capacitados para lidar com emergências médicas básicas em ambientes de grande circulação de pessoas.
Conscientização sobre primeiros socorros
Após o episódio, o personal trainer destacou a relevância de disseminar o conhecimento sobre como agir em situações críticas. Segundo Carlos Alexandre, muitas pessoas subestimam a gravidade de um engasgo, confundindo-o com uma tosse comum. O profissional ressalta que o domínio dessa técnica simples pode ser o diferencial entre a vida e a morte em um ambiente cotidiano.
Conforme orientações do Ministério da Saúde, a manobra deve ser aplicada apenas quando a vítima não consegue mais tossir, falar ou respirar. O movimento correto envolve posicionar-se atrás da pessoa, enlaçar o abdômen e realizar compressões firmes para dentro e para cima, na região epigástrica, popularmente conhecida como boca do estômago.
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