Impasse salarial interrompe viagens no Ceará
O Terminal Rodoviário Engenheiro João Thomé, principal ponto de embarque e desembarque de Fortaleza, registrou um cenário de incertezas e filas nesta quarta-feira (24). Uma paralisação dos trabalhadores do transporte rodoviário intermunicipal e interestadual reduziu drasticamente a oferta de ônibus, deixando dezenas de passageiros sem previsão de partida. O movimento, organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros Intermunicipal e Interestadual do Estado do Ceará (Sinteti), é uma resposta direta ao fracasso das negociações da Campanha Salarial 2026.
A mobilização, que teve início nas primeiras horas da manhã com concentração em frente à empresa Guanabara, reflete um descontentamento acumulado pela categoria. Segundo o sindicato, o setor patronal encerrou as tratativas após apresentar propostas de reajuste consideradas irrisórias pelos trabalhadores, que buscam recomposição de perdas inflacionárias e melhores condições laborais.
O impasse entre sindicato e empresas
O cerne do conflito reside na divergência sobre os índices de reajuste. Conforme nota oficial do Sinteti, as mesas de negociação técnica não avançaram após as empresas oferecerem aumentos de 0,19% e, posteriormente, 0,89%. Para a categoria, tais valores não acompanham a realidade econômica e as demandas apresentadas durante os meses de diálogo.
Em contrapartida, a Expresso Guanabara, uma das principais operadoras afetadas, afirmou em comunicado que mantém o compromisso com a reposição da inflação do período. A empresa lamentou os transtornos causados aos usuários e reforçou a necessidade de manter o canal de diálogo aberto para que a operação seja normalizada com a maior brevidade possível, minimizando os prejuízos aos passageiros.
Impacto direto na rotina dos passageiros
A interrupção das atividades pegou muitos viajantes de surpresa. No terminal, o clima era de frustração entre aqueles que dependiam do transporte para compromissos profissionais ou emergências familiares. Relatos colhidos no local indicam que cerca de 10 viagens foram impactadas diretamente, obrigando as empresas a oferecerem opções de reembolso ou remarcação para os clientes afetados.
Para quem precisava se deslocar para cidades como Camocim, Tianguá ou até destinos interestaduais como Belém, a paralisação significou uma espera sem prazo definido. A falta de comunicação prévia sobre a interrupção das linhas foi o ponto mais criticado pelos usuários, que chegaram ao terminal apenas para descobrir que seus horários de partida não seriam cumpridos.
Abrangência e próximos passos
Embora o foco da manifestação tenha sido a capital cearense, o sindicato alerta que a paralisação possui potencial para afetar a operação em diversas regiões do estado, incluindo o Cariri e o norte do Ceará. A categoria mantém a postura de abertura para novas rodadas de negociação, desde que haja uma proposta que contemple as reivindicações fundamentais dos trabalhadores.
Enquanto o impasse persiste, a orientação para os passageiros é que busquem informações diretamente nos guichês das empresas antes de se deslocarem ao terminal. O News BV segue acompanhando o desenrolar das negociações e trará atualizações sobre a normalização do transporte rodoviário no Ceará. Continue conectado ao nosso portal para informações relevantes, apuradas com a seriedade que o seu dia a dia exige.
Para mais detalhes sobre o cenário econômico e social, acesse o portal oficial do Governo do Ceará.