Sinteti/Reprodução
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Fim da paralisação e retomada das operações

Os trabalhadores rodoviários do Ceará decidiram encerrar a greve que impactou o transporte intermunicipal e interestadual nesta quarta-feira (24). A categoria aceitou a nova proposta da campanha salarial 2026, construída com a mediação do Ministério Público. A informação foi confirmada pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros Intermunicipal e Interestadual do Estado do Ceará (Sinteti).

Para a entidade sindical, o acordo representa um avanço significativo em relação às ofertas anteriores, que haviam sido rejeitadas pelos trabalhadores. O desfecho encerra um período de tensão que gerou transtornos em terminais rodoviários, especialmente no Terminal Rodoviário Engenheiro João Thomé, em Fortaleza, onde passageiros foram surpreendidos pela interrupção das atividades logo nas primeiras horas da manhã.

Detalhes do acordo e conquistas da categoria

O novo entendimento entre trabalhadores e empresas prevê uma série de reajustes que buscam recompor perdas salariais e garantir melhores condições de trabalho. Segundo o Sinteti, os pontos aprovados incluem:

  • Reajuste de 5,11% nas cláusulas econômicas da Convenção Coletiva de Trabalho;
  • Aumento de 7% no vale-alimentação;
  • Reajuste de 8% na cesta básica;
  • Manutenção integral dos direitos históricos previstos na Convenção Coletiva.

Além dos ganhos financeiros, o acordo trouxe um aprimoramento importante nas regras de alimentação para motoristas e cobradores em viagem. A nova cláusula assegura que o colaborador, ao estar fora de seu domicílio em serviço e hospedado em alojamento da empresa, tenha o fornecimento garantido de refeições conforme o horário de sua jornada, garantindo maior dignidade durante o exercício da profissão.

Contexto da mobilização e impactos no setor

A paralisação foi deflagrada após meses de negociações frustradas. O sindicato relatou que o setor patronal havia apresentado propostas iniciais de reajuste de apenas 0,19%, posteriormente elevadas para 0,89%, valores considerados insuficientes pela categoria diante da inflação acumulada. A insatisfação culminou na concentração de trabalhadores em frente à empresa Guanabara, afetando operações em diversas regiões do Ceará, como o Cariri e o norte do estado.

A Expresso Guanabara, por meio de nota, lamentou os transtornos causados aos passageiros e reiterou que buscou a reposição da inflação do período. Já a Socicam, concessionária que administra o terminal de Fortaleza, informou que, apesar da paralisação, o local permaneceu aberto para prestar suporte aos viajantes, orientando que os usuários buscassem os canais oficiais das operadoras para remarcações ou reembolsos.

Transtornos aos passageiros e normalização

O impacto da greve foi sentido de forma imediata por dezenas de passageiros que dependiam do transporte para compromissos de trabalho, saúde ou lazer. Relatos colhidos no terminal mostraram a frustração de quem chegou cedo para viagens longas, como para os municípios de Camocim e Tianguá, ou até para destinos interestaduais, como Belém, no Pará. Com o encerramento do movimento, as empresas iniciaram a reorganização das escalas e a retomada gradual das viagens ao longo do dia.

O News BV segue acompanhando os desdobramentos das relações trabalhistas no setor de transportes e outros temas de relevância para o cotidiano dos cearenses. Mantenha-se informado com nossa cobertura diária, pautada pela transparência e pelo compromisso com a notícia de qualidade.

Para mais informações sobre direitos trabalhistas e negociações coletivas, consulte o portal oficial do Ministério Público do Trabalho.

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