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Ação coordenada mira expansão de facções no interior

A Polícia Civil do Ceará deflagrou, na manhã desta quinta-feira (11), uma megaoperação estratégica voltada ao combate direto de facções criminosas com atuação no interior do estado. A ofensiva, que ocorre simultaneamente em Juazeiro do Norte, Quixeramobim e Tauá, tem como objetivo principal desarticular núcleos de organizações criminosas que buscam consolidar domínio territorial na região.

A operação mobiliza um contingente expressivo de agentes e cumpre um total de 28 mandados de prisão preventiva e 22 mandados de busca e apreensão. Até o momento, o balanço parcial aponta a captura de mais de 15 suspeitos, além da apreensão de armas de fogo e entorpecentes que abasteciam o tráfico local.

Alcance interestadual e asfixia financeira

O alcance da operação ultrapassa as divisas cearenses, evidenciando a complexidade da rede criminosa investigada. Além do Ceará, as diligências se estendem aos estados de Pernambuco e Bahia, onde sete alvos são monitorados. A Polícia Civil também mantém equipes em diligência nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, buscando capturar foragidos que possuem mandados em aberto expedidos pela justiça cearense.

Segundo o delegado-geral da Polícia Civil, Márcio Gutiérrez, a estratégia vai além das prisões imediatas. O foco inclui a chamada asfixia financeira, que consiste no bloqueio de bens, contas e a apreensão de veículos utilizados pelos grupos para movimentar recursos ilícitos. A meta é enfraquecer a estrutura logística e econômica dessas organizações que tentam expandir sua influência a partir de polos criminosos do Sudeste para o Norte e Nordeste do país.

Logística e desdobramentos da investigação

A força-tarefa conta com uma logística robusta, destacando-se a atuação de cerca de 70 policiais civis apenas em Juazeiro do Norte. Em Pernambuco, os trabalhos se concentram nas cidades de Cedro e Salgueiro, enquanto na Bahia, a cidade de Juazeiro é o principal alvo das equipes de inteligência.

O material apreendido, que inclui dispositivos eletrônicos e documentos, passará por análise minuciosa dos investigadores. O objetivo é mapear novas ramificações e subsidiar futuras ações policiais. “Tudo isso vai ser analisado por nossos policiais para que possa alimentar futuras operações”, afirmou o delegado-geral, reforçando o compromisso das forças de segurança em manter a pressão constante sobre o crime organizado.

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