matar e atear fogo aos corpos de dois homens que eles acreditavam ser de uma fac
Reprodução G1
matar e atear fogo aos corpos de dois homens que eles acreditavam ser de uma fac

Sentença histórica após crimes brutais no bairro Pedras

O Tribunal do Júri de Fortaleza proferiu, na última quinta-feira (11), uma sentença severa contra dois homens envolvidos em um caso de extrema violência ocorrido em 2020. Francisco Jamerson Sousa de Freitas e Marcelo Rodrigues Campos foram condenados a penas que, somadas, ultrapassam 92 anos de prisão. Eles foram considerados culpados pelo assassinato de duas pessoas e pela posterior carbonização dos corpos, em um episódio que chocou a capital cearense.

O crime, que teve como cenário o bairro Pedras, foi motivado por disputas territoriais entre facções criminosas. Segundo as investigações, as vítimas, identificadas como Francisco Antônio da Silva Flor e Carlos Kauã Ferreira Cunha, foram abordadas enquanto visitavam familiares, sendo executadas sob a acusação infundada de pertencerem a um grupo rival.

Dinâmica do crime e a crueldade da ocultação

Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Ceará (MPCE), a ação criminosa foi articulada por membros da facção Guardiões do Estado (GDE). As vítimas, que residiam no bairro Genibaú, foram sequestradas de uma residência no dia 9 de abril de 2020 e levadas para uma área de mata próxima.

Após a execução, os criminosos tentaram esconder os vestígios do ato. No entanto, a presença de aves de rapina na região atraiu a atenção de moradores e das autoridades. Ao perceberem que os corpos poderiam ser localizados, os executores receberam ordens diretas para retornar ao local e atear fogo aos cadáveres, na tentativa de apagar as evidências do duplo homicídio.

Desdobramentos judiciais e a situação do mandante

O processo judicial enfrentou complexidades devido à estrutura da organização criminosa envolvida. Marcílio de Freitas Assunção, apontado pelas autoridades como o chefe da GDE na região na época dos fatos, também foi denunciado pelo MPCE por duplo homicídio qualificado, ocultação de cadáver e liderança de organização criminosa.

Entretanto, o julgamento de Marcílio foi desmembrado devido a questões processuais relacionadas à sua defesa, permanecendo pendente de uma nova data. Enquanto isso, a sentença aplicada a Jamerson e Marcelo reflete a gravidade atribuída pelo Judiciário aos crimes: além das penas de reclusão em regime fechado, ambos foram condenados ao pagamento de indenização de R$ 20 mil para cada família das vítimas, sem direito a recorrer da decisão em liberdade.

Compromisso com a informação

O caso reforça a atuação constante do sistema de justiça no combate à criminalidade organizada em Fortaleza. O News BV segue acompanhando os desdobramentos deste processo e os próximos passos do julgamento do mandante, mantendo nossos leitores informados com rigor e transparência sobre os fatos que impactam a segurança pública e a sociedade cearense.

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