O planejamento de uma emboscada fatal
A Polícia Civil do Ceará desarticulou um esquema criminoso que culminou na prisão de Thays Abreu de Freitas, de 28 anos, influenciadora digital suspeita de arquitetar uma tentativa de latrocínio contra um empresário francês de 61 anos. O crime, ocorrido no dia 12 de maio, chocou a capital cearense pela frieza com que foi executado. Segundo as investigações, a vítima foi atraída para uma emboscada no Bairro Siqueira, em Fortaleza, sob o pretexto de um encontro amoroso.
O empresário, que conheceu a suspeita por meio de um aplicativo de relacionamento no final de 2025, foi surpreendido por criminosos enquanto aguardava dentro de sua caminhonete. Ao reagir à abordagem, ele foi atingido por dois disparos nas costas. Atualmente, o estrangeiro permanece internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Instituto Doutor José Frota (IJF).
A atuação da influenciadora no crime
As autoridades apontam que Thays Abreu de Freitas não apenas participou, mas foi a peça central no planejamento do delito. O delegado Luiz Arthur, responsável pelo caso, afirmou que a investigada articulou a ação com outros seis indivíduos. O objetivo inicial do grupo, segundo depoimentos colhidos, envolvia o roubo do veículo e a posterior extorsão da vítima.
A participação da influenciadora foi além da atração da vítima. Relatos indicam que, logo após o ataque, ela entrou em contato com um funcionário do empresário tentando obter a senha do celular dele, sob a justificativa falaciosa de rastrear o aparelho roubado. A manobra, contudo, foi frustrada pela desconfiança do colaborador, que se recusou a fornecer o acesso.
Desdobramentos e prisões do grupo criminoso
A operação policial resultou na prisão de Thays, de seu namorado, Mikael Ricson Lima Monteiro, e de Erick Sousa Paula, além de outros dois homens. Um adolescente também foi apreendido e um sétimo suspeito continua foragido. Durante as buscas na residência da influenciadora, a polícia localizou objetos pessoais da vítima, como celular, relógio e óculos.
Em depoimentos, os comparsas detalharam a logística do crime. Mikael admitiu que o grupo receberia R$ 15 mil pela venda da caminhonete, enquanto Erick revelou que o plano original incluía o sequestro e a tortura do empresário para fins de extorsão. A Justiça converteu as prisões em preventivas, ressaltando a gravidade da conduta e o abuso da confiança depositada pela vítima no relacionamento.
Para mais atualizações sobre este e outros casos de repercussão, continue acompanhando o News BV. Nosso compromisso é levar até você uma cobertura jornalística séria, apurada e contextualizada sobre os fatos que movimentam o país.