O Ministério Público do Ceará formalizou, nesta sexta-feira (24), a denúncia contra um grupo criminoso responsável por um violento episódio de extorsão e roubo contra uma passageira em Fortaleza. O caso, que chocou a capital cearense, teve como protagonista o motorista de aplicativo Matheus Bandeira Fontoura, que utilizou sua posição para facilitar a abordagem dos comparsas e manter a vítima em cárcere privado.
A dinâmica do crime e o papel do motorista
O crime ocorreu no dia 9 de julho, após a vítima solicitar uma corrida por meio da plataforma Uber ao sair de uma casa de shows no bairro Meireles. Segundo as investigações, o motorista Matheus Bandeira Fontoura alterou deliberadamente a rota da viagem, reduzindo a velocidade em um ponto estratégico onde outros criminosos aguardavam para ingressar no veículo.
Uma vez dentro do carro, os suspeitos renderam a passageira, utilizando uma arma falsa para ameaçá-la. A vítima foi encapuzada e levada a um cativeiro, onde sofreu ameaças de morte, incluindo a promessa de esquartejamento. Durante o período de privação de liberdade, o grupo realizou transferências bancárias, contratou empréstimos que somaram R$ 7,5 mil e subtraiu pertences pessoais, como joias e o aparelho celular da mulher.
Denunciados e desdobramentos judiciais
Além de Matheus Bandeira Fontoura, o Ministério Público denunciou Claudio Natan Barros da Silva, Otavio Joas Martins de Castro e Ana Karolina da Silva Horta. O grupo responderá por roubo qualificado, extorsão com privação de liberdade e associação criminosa. A Polícia Civil, por meio da Delegacia Antissequestro (DAS), foi responsável por localizar os suspeitos poucas horas após o crime, recuperando parte dos bens da vítima.
A situação de Rayane da Silva Queiroz, que recebeu valores da conta da vítima, segue sob análise. Embora tenha sido solta em audiência de custódia, o Ministério Público aguarda a quebra do sigilo telefônico dos envolvidos para determinar a extensão de sua participação. A quebra de sigilo também visa identificar um suspeito conhecido apenas pela alcunha de “Ezequiel”, que teria atuado na coordenação da ação criminosa.
Posicionamento das partes e impacto na segurança
A defesa de Matheus Bandeira Fontoura sustenta a inocência do motorista, alegando que ele teria sido, na verdade, vítima da atuação dos demais envolvidos. Em nota, os advogados enfatizaram que o motorista, de 30 anos, possui bons antecedentes e trajetória de trabalho lícito, prometendo apresentar provas de sua ausência de participação criminosa durante o processo judicial.
A Uber, plataforma utilizada pela vítima, informou em nota que desativou a conta do motorista e que colabora com as autoridades nas investigações. A empresa reforçou que oferece seguro para todas as viagens e disponibiliza suporte psicológico em parceria com o MeToo Brasil. O caso levanta debates sobre a segurança em transportes por aplicativo e a necessidade de rigor na seleção e monitoramento de condutores.
O News BV segue acompanhando o desdobramento deste caso e os próximos passos do processo judicial. Continue conectado ao nosso portal para se manter informado sobre as notícias que impactam a sociedade, com a credibilidade e a profundidade que você exige.