Uma bebê de apenas 8 meses, que foi vítima de graves agressões cometidas pela própria mãe em Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza, recebeu alta hospitalar na última terça-feira (30). Após passar por um período de internação no Instituto Doutor José Frota (IJF), na capital cearense, a criança foi entregue aos cuidados dos avós maternos, que agora assumem a responsabilidade legal pelo bem-estar da pequena.
bebe: cenário e impactos
O histórico do caso e a rede de proteção
O episódio de violência veio à tona na segunda-feira (29), quando os avós levaram a neta ao Hospital Municipal de Pindoretama. Na unidade de saúde, os profissionais constataram hematomas severos na região da cabeça da criança, ferimentos resultantes de socos que teriam sido desferidos pela mãe no rosto e na barriga da bebê. A gravidade dos traumas exigiu uma transferência imediata para o IJF, referência em atendimento de alta complexidade no estado.
O Conselho Tutelar de Aquiraz acompanhou o caso desde o primeiro momento, articulando a rede de proteção necessária. Segundo o órgão, todas as medidas de competência administrativa foram tomadas, incluindo orientações e encaminhamentos para garantir a segurança da menor. A criança segue agora sob a guarda do avô materno e de sua companheira, que assinaram um termo de responsabilidade perante as autoridades.
Investigação policial e situação da agressora
A repercussão do caso gerou revolta na comunidade local. Após a descoberta das agressões, a mãe da bebê foi alvo de represálias por parte de populares em Aquiraz, sendo também encaminhada ao IJF com ferimentos. Atualmente, a mulher permanece internada na unidade hospitalar sob escolta policial, aguardando os desdobramentos judiciais.
A Polícia Militar atuou no socorro e na condução da ocorrência, que foi registrada na Delegacia de Polícia Civil de Aquiraz. A suspeita foi autuada em flagrante por maus-tratos. O inquérito policial segue em curso para apurar todas as circunstâncias do crime, conforme detalhado em reportagem do portal g1 Ceará. O Ministério Público também foi acionado para garantir a aplicação das medidas de proteção previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Acompanhamento socioassistencial
Além da esfera jurídica e médica, o caso mobilizou o Centro de Referência de Assistência Social (Cras). O órgão iniciou visitas domiciliares à família para realizar uma avaliação técnica e garantir a concessão de benefícios socioassistenciais necessários para o suporte à criança e aos seus responsáveis legais. O objetivo é assegurar que, após o trauma, a bebê receba o acolhimento necessário em um ambiente seguro e estruturado.
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