uma fêmea de pitbull na Praça Primavera, no Bairro Luzardo Viana, em Maracanaú
Reprodução G1
uma fêmea de pitbull na Praça Primavera, no Bairro Luzardo Viana, em Maracanaú

Tragédia em espaço público

Um passeio rotineiro em uma praça pública terminou em fatalidade na última quarta-feira (20), no bairro Luzardo Viana, em Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza. Lica, uma cadela da raça yorkshire de 7 anos, foi morta após ser atacada por uma fêmea de pitbull que circulava livremente pelo local. O episódio, registrado por câmeras de segurança, gerou comoção entre os moradores da região e reacendeu o debate sobre a responsabilidade de tutores de cães de grande porte.

No momento do incidente, a yorkshire estava acompanhada pela mãe da tutora, uma mulher de 60 anos que, por estar com o braço engessado, tinha mobilidade reduzida. A cadela permanecia presa à coleira, próxima ao banco onde a acompanhante estava sentada, quando foi surpreendida pela investida abrupta do outro animal, que não utilizava qualquer equipamento de contenção.

A dinâmica do ataque e a tentativa de socorro

As imagens de monitoramento mostram o momento em que a pitbull, que estava sozinha na praça, se aproxima rapidamente e inicia o ataque. A mulher que acompanhava Lica tentou intervir fisicamente para salvar o animal, mas não obteve sucesso diante da força do cão agressor. Populares que estavam nas proximidades também tentaram auxiliar, mas a violência do ataque impediu que a cadela fosse resgatada a tempo.

O cão agressor só cessou o ataque quando o tutor, identificado como um policial militar, chegou ao local para recolher o animal. Segundo informações apuradas, o cão teria escapado de uma residência próxima. Embora o militar tenha prestado socorro imediato, levando a yorkshire a uma clínica veterinária, o animal não resistiu aos graves ferimentos, que incluíram fraturas na coluna e nas costelas, conforme atestado pelo veterinário Jefferson Queiroz, que é irmão da tutora de Lica.

Investigação e histórico de incidentes

A tutora da yorkshire registrou um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil, que agora investiga o caso sob a tipificação de maus-tratos a animais. A 5ª Delegacia de Polícia Civil de Maracanaú é a responsável pela condução do inquérito. O registro da denúncia ganha contornos mais sérios devido a relatos de que esta não seria a primeira vez que o referido cão escapa da residência e apresenta comportamento agressivo contra outros animais e moradores da vizinhança.

A legislação brasileira, através da Lei de Crimes Ambientais, prevê sanções para quem não guarda com a devida cautela animais perigosos, configurando omissão de cautela na guarda ou condução de animais. O caso em Maracanaú reforça a necessidade de cumprimento rigoroso das normas de segurança para a circulação de cães de grande porte em espaços públicos, visando garantir a integridade física de pedestres e outros animais de estimação.

O News BV segue acompanhando o desenrolar das investigações e os desdobramentos deste caso. Para se manter informado sobre os fatos que impactam a sua comunidade e a região, continue acompanhando nossa cobertura diária, pautada pela seriedade, apuração rigorosa e compromisso com a verdade.

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