A capital federal, Brasília, foi palco, entre os dias 15 e 17 de outubro, do XVII Encontro de Gestores da Rede Nacional de Laboratórios de Tecnologia contra a Lavagem de Dinheiro (Rede-Lab). O evento, uma iniciativa do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), através da Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), concentrou esforços para aprimorar as estratégias de combate a crimes financeiros.
Cerca de 120 representantes de diversas instituições, incluindo o Banco Central do Brasil (Bacen), o Ministério Público Federal (MPF), o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), participaram ativamente das discussões. Especialistas do setor financeiro, representantes de fintechs e empresas de tecnologia também estiveram presentes, contribuindo com suas perspectivas e conhecimentos.
O encontro teve como foco a análise de temas emergentes como criptoativos, o dinâmico mercado de capitais, o crescente setor de apostas esportivas, as inovações trazidas pelas fintechs e os modernos arranjos de pagamento. Além disso, foram exploradas novas estratégias e ferramentas tecnológicas com o objetivo de fortalecer as ações de prevenção e combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo.
A Polícia Civil do Ceará (PCCE) marcou presença no evento. O delegado Renê Mesquita, titular da Delegacia de Combate à Lavagem de Dinheiro, apresentou o tema “Utilização de fintechs por organizações criminosas”, abordando a problemática do uso indevido dessas plataformas digitais para atividades ilícitas, como a lavagem de dinheiro, a ocultação de patrimônio e o financiamento ao crime organizado. O delegado Rudson Rocha, coordenador do Laboratório de Tecnologia Contra a Lavagem de Dinheiro da PCCE, também participou do encontro. Durante o evento, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que tramita no Congresso Nacional, também foi um ponto de destaque nas discussões.
Fonte: www.policiacivil.ce.gov.br