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A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) intensificou suas ações de vigilância e monitoramento em relação a possíveis casos de intoxicação por metanol no estado. Em reunião com gestores municipais ligados ao Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Ceará (Cosems-CE) nesta terça-feira (7), a Sesa buscou alinhar e fortalecer os fluxos de notificação, coleta de amostras e atendimento assistencial para casos suspeitos. Este foi o segundo encontro organizado pela Secretaria, sendo o primeiro realizado na última sexta-feira (3) com gestores de órgãos de controle.

Segundo Antônio Silva Lima Neto, secretário executivo de Vigilância em Saúde da Sesa, o momento exige articulação entre diversas instituições para garantir uma resposta rápida e eficaz. A Secretaria tem trabalhado em conjunto com órgãos como a perícia forense e os Ministérios da Agricultura e da Saúde, reconhecendo a necessidade de uma abordagem intersetorial para o monitoramento, vigilância, diagnóstico e tratamento adequados.

Até o momento, o Ceará registrou seis notificações de possíveis casos de intoxicação por metanol. Após investigação laboratorial, quatro foram descartados, incluindo um óbito. Os dois casos restantes permanecem sob análise, mas não apresentam indícios fortes de relação com a substância. Apesar da ausência de confirmações no momento, a Sesa mantém o estado de alerta e a coordenação com municípios e órgãos federais.

A Sesa enfatiza a importância da notificação de cada caso suspeito e da correta coleta de material, seguindo o protocolo estabelecido e registrando boletim de ocorrência para garantir a rastreabilidade e validação laboratorial.

Os serviços de saúde da rede estadual, em especial as UPAs e hospitais de referência, foram orientados quanto ao manejo clínico e condução de casos suspeitos, com remoção de pacientes graves realizada pelo Samu 192 Ceará ou Samu Fortaleza. O estado já possui o antídoto específico contra a intoxicação por metanol, distribuído pelo Ministério da Saúde, com doses disponíveis para uso hospitalar e reposição sob demanda, conforme a evolução do cenário epidemiológico.

A Sesa orienta a população a evitar o consumo de bebidas de origem desconhecida ou duvidosa, especialmente as vendidas informalmente. Considera-se suspeito o caso de paciente que, após ingerir bebida alcoólica, apresentar embriaguez persistente, desconforto gástrico, forte dor de cabeça, confusão mental e alteração visual. Nesses casos, a recomendação é buscar imediatamente uma unidade de saúde.

Fonte: www.ceara.gov.br

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