Investigação sobre o cultivo de 290 mil pés de maconha
O caso da megaoperação que resultou na descoberta de cerca de 290 mil pés de maconha em uma fazenda no município de Acopiara, no interior do Ceará, ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira (3). João Holanda Neto, proprietário do terreno onde a plantação foi localizada, foi solto após cumprir um dia de prisão temporária. O caso, que chocou a região pelo volume de entorpecentes apreendidos, segue sob investigação rigorosa da Polícia Civil do Ceará.
A defesa de João Holanda Neto sustenta que ele não tinha conhecimento das atividades ilícitas realizadas na propriedade. Segundo a advogada Maria Lopes, o terreno havia sido arrendado para Cristiano Rodrigues de Lima em outubro de 2025, com contrato formalizado em janeiro deste ano. A família do proprietário afirma que ele estava afastado das atividades rurais devido a um tratamento de saúde e que, desde o arrendamento, não frequentava a área interna do sítio.
Apelo público e busca pelo arrendatário
Momentos antes de se apresentar voluntariamente à delegacia para prestar depoimento, João Holanda Neto gravou um vídeo emocionado pedindo que o arrendatário se entregasse às autoridades. Nas imagens, ele relata uma relação de confiança de longa data com Cristiano Rodrigues de Lima, a quem descreveu como alguém que frequentava a casa de sua família há mais de 15 anos. O arrendatário, apontado como o principal responsável pelo cultivo da droga, segue foragido.
A família de João Holanda Neto, que inclui a empresária e ex-vereadora Maria Luiza Lima, tem se manifestado publicamente para negar qualquer envolvimento com o tráfico de drogas. O sobrinho do proprietário, Fabrício Holanda, reforçou que o contrato de arrendamento está à disposição das autoridades e que a família não compactua com atividades criminosas, destacando a trajetória de trabalho e honestidade dos envolvidos.
Polêmica sobre a custódia da área e falhas operacionais
A operação, realizada inicialmente em 25 de junho, gerou controvérsia após denúncias de que a área teria sido deixada sem vigilância policial adequada, permitindo que parte da droga e materiais de prova permanecessem no local. O deputado federal André Fernandes visitou a propriedade no dia 27 de junho e registrou que a plantação e itens como cadernos de anotações e celulares ainda estavam na fazenda, o que motivou uma série de questionamentos sobre a condução da diligência.
Em resposta à repercussão negativa, o governador Elmano de Freitas esteve no local e determinou a permanência da Polícia Civil até a destruição total da plantação. Além disso, a Controladoria Geral de Disciplina do Ceará (CGD) instaurou um procedimento administrativo para apurar a conduta dos agentes responsáveis pela preservação do sítio. O Ministério Público do Ceará também acompanha o caso através de grupos especializados no combate ao crime organizado.
Desdobramentos e compromisso com a verdade
A estimativa das autoridades é que a plantação totalizasse cerca de 5 toneladas de maconha, considerando os pés em fase de cultivo e os já colhidos. Enquanto a Polícia Civil continua as diligências para localizar o arrendatário e esclarecer todos os pontos da investigação, a sociedade cearense aguarda respostas sobre como uma estrutura de tal magnitude operou no interior do estado.
O News BV mantém o compromisso de acompanhar o desenrolar deste caso, trazendo informações apuradas e contextualizadas sobre a segurança pública e os desdobramentos judiciais que envolvem esta apreensão histórica. Continue acompanhando nosso portal para atualizações sobre este e outros temas relevantes para o seu dia a dia.
Para mais informações sobre o caso, consulte a fonte oficial em G1 Ceará.