te logístico da organização", segundo a Polícia Civil. Mais de 50 presos em oper
Reprodução G1
te logístico da organização”, segundo a Polícia Civil. Mais de 50 presos em oper

Ação coordenada contra o crime organizado

Uma megaoperação da Polícia Civil do Ceará, deflagrada nesta terça-feira (30), atingiu em cheio a estrutura de uma facção criminosa com atuação nacional. A ofensiva, que representa a sétima fase da operação denominada Impacto, foi conduzida pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas (Draco) e resultou no cumprimento de 56 mandados de prisão preventiva contra suspeitos de integrar o Comando Vermelho (CV).

A operação teve um alcance geográfico expressivo, com ações simultâneas em diversos bairros de Fortaleza, além dos municípios de Caucaia, Maracanaú, Pacatuba e São Gonçalo do Amarante. As diligências estenderam-se ainda ao interior, com alvos em Iguatu, e chegaram até Brasília (DF), onde um mandado foi cumprido contra um detento em presídio federal.

O papel estratégico das mulheres na facção

Um dos pontos centrais da investigação foi a identificação de uma mudança no modus operandi do grupo. Após a prisão de lideranças masculinas, diversas mulheres, incluindo companheiras de faccionados, assumiram funções estratégicas dentro da organização. Segundo as autoridades, essas suspeitas passaram a gerir a movimentação de recursos financeiros, oferecer suporte logístico e atuar como intermediárias na transmissão de ordens criminosas.

A investigação teve início após a apreensão de um aparelho celular em uma fase anterior da operação, realizada em 2024. A análise dos dados contidos no dispositivo permitiu aos investigadores mapear a rede de contatos e identificar a participação ativa dessas mulheres na manutenção das atividades ilícitas da facção.

Advogadas sob suspeita de atuarem como mensageiras

Entre os alvos capturados, a prisão de duas advogadas chamou a atenção pela gravidade das acusações. Elas são suspeitas de atuar como “pombo-correio”, utilizando suas prerrogativas profissionais para transitar informações entre criminosos que já cumprem pena no sistema penitenciário e integrantes que permanecem em liberdade.

Essa prática, que tem sido alvo recorrente de investigações no estado, compromete a segurança pública ao permitir que ordens de dentro dos presídios continuem a ditar o ritmo da criminalidade nas ruas. O caso reforça a necessidade de vigilância constante sobre o uso indevido de prerrogativas advocatícias para fins ilícitos, conforme reportado em fontes oficiais de segurança pública.

Bloqueio de ativos e impacto financeiro

Além das prisões, a operação focou na descapitalização do grupo. A Justiça autorizou o bloqueio de ativos financeiros de 83 investigados. O valor fixado foi de R$ 500 mil para cada alvo, totalizando um montante superior a R$ 40 milhões em bens e contas bloqueadas, um golpe significativo na estrutura financeira da organização.

Dos 56 mandados de prisão cumpridos, 21 foram realizados contra indivíduos que já se encontravam encarcerados, sendo 20 em unidades do sistema prisional cearense. Os demais 35 alvos estavam em liberdade. A operação contou ainda com o cumprimento de 82 mandados de busca e apreensão, visando coletar novas provas para as próximas etapas das investigações.

O News BV segue acompanhando os desdobramentos desta operação e os próximos passos do inquérito policial. Continue conectado ao nosso portal para informações atualizadas, reportagens aprofundadas e uma cobertura jornalística comprometida com a transparência e a relevância social.

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