O casal Tiago Monteiro, de 43 anos, e Yala Kananda Alves, de 29 anos, apontados como suspeitos do brutal assassinato do empresário Laércio Miller em Imperatriz, no Maranhão, foi transferido para o estado. A chegada dos acusados, que estavam detidos no Ceará, representa um passo crucial nas investigações conduzidas pela Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) sobre o crime que chocou a região.
Os dois foram presos em Tianguá, no interior cearense, após uma intensa operação de busca. Embora já sob custódia, Tiago e Yala optaram por não responder às perguntas da Polícia Civil maranhense, exercendo seu direito ao silêncio. A recusa, no entanto, não impede o avanço do inquérito, que já conta com outras evidências e depoimentos.
A cronologia de um crime brutal em Imperatriz
O empresário Laércio Miller Rocha Ferreira, de 32 anos, atuava no ramo de peças para caminhões em Imperatriz e foi visto pela última vez na madrugada de 5 de junho. Após participar de uma festa na Beira-Rio, ele se dirigiu sozinho para uma residência no bairro Parque Anhanguera. Imagens de câmeras de segurança registraram sua chegada ao imóvel por volta das 3h38.
A investigação inicial revelou que, na ocasião, pelo menos sete pessoas estavam na casa. Testemunhas voluntárias relataram à polícia que deixaram o local em diferentes horários, mas que Laércio permaneceu na residência. A perícia preliminar no imóvel encontrou indícios alarmantes, como possíveis marcas de sangue e vestígios de tiros, que reforçaram a suspeita de um crime violento ocorrido ali.
O corpo de Laércio Miller foi encontrado seis dias depois, em 11 de junho, em um cenário de extrema crueldade. Desmembrado, o cadáver estava dentro de um tambor com vestígios de ácido, próximo ao Porto Seco, em Davinópolis. A identificação foi confirmada no dia seguinte, 12 de junho, e objetos pessoais da vítima, como cartões bancários, foram localizados no mesmo ponto.
A fuga e a captura em uma operação interestadual
A Justiça do Maranhão decretou a prisão de três suspeitos em 10 de junho: Tiago Guilherme Alves Monteiro, proprietário da casa onde Laércio foi visto pela última vez, sua namorada Yala Kananda Costa Alves, e o filho de Tiago, Gabriel Pereira Monteiro, de 20 anos. Gabriel, inicialmente foragido, posteriormente se apresentou às autoridades.
O casal Tiago e Yala foi capturado na noite de 11 de junho, em Tianguá, no Ceará. A prisão foi resultado de um trabalho conjunto e de compartilhamento de informações entre a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Polícia Federal e a Polícia Civil do Maranhão. Os suspeitos estavam em um carro abordado por agentes da PRF no quilômetro 313 da BR-222, por volta das 23h30.
Durante a abordagem, Tiago e Yala tentaram despistar os policiais, alegando que haviam se conhecido recentemente e que viajavam de férias, de Parnaíba (PI) para João Pessoa (PB). Tiago chegou a afirmar que não portava documento de identificação. No entanto, os procedimentos de verificação da PRF confirmaram as identidades dos ocupantes, frustrando a tentativa de fuga e ocultação.
Depoimentos e perícias: o avanço da investigação
Atualmente, Tiago Monteiro e seu filho, Gabriel Monteiro, estão custodiados na Unidade Prisional de Ressocialização de Imperatriz. Yala Kananda, por sua vez, está no Presídio Feminino de Carolina, a 860 km de São Luís. A separação dos acusados é uma medida padrão em investigações complexas.
O delegado Josenildo Ferreira informou que o depoimento de Gabriel Monteiro é uma peça chave. O jovem admitiu sua participação no crime, especialmente na ocultação do cadáver, mas alegou ter sido constrangido pelo pai. As informações de Gabriel indicam que o homicídio ocorreu dentro da residência. A Polícia Civil aponta Tiago como o autor dos disparos que vitimaram Laércio. Gabriel, por sua vez, não possuía passagens pela polícia antes deste caso.
A Polícia Civil aguarda a conclusão dos laudos da perícia oficial, que são fundamentais para detalhar a participação de cada suspeito nos crimes de homicídio e ocultação de cadáver. A análise técnica das evidências coletadas, incluindo as encontradas na casa e no local onde o corpo foi descartado, permitirá o encaminhamento completo do inquérito à Justiça, visando à responsabilização dos envolvidos.
O impacto do caso Laércio Miller na comunidade maranhense
O assassinato de Laércio Miller gerou grande comoção em Imperatriz e região, levantando questões sobre segurança e a brutalidade de certos crimes. A elucidação do caso, com a prisão e transferência dos suspeitos, traz um alívio para a família da vítima e para a comunidade, que acompanha de perto os desdobramentos.
A cooperação entre as forças policiais de diferentes estados foi essencial para a captura dos acusados, demonstrando a importância da integração para combater a criminalidade. A sociedade maranhense espera que a justiça seja feita, e que todos os detalhes e motivações por trás deste crime hediondo sejam plenamente esclarecidos.
Para mais informações sobre este e outros casos que impactam o Maranhão e o Brasil, continue acompanhando as atualizações do News BV. Nosso compromisso é com a informação relevante, atual e contextualizada, trazendo a você as notícias que realmente importam, com a profundidade e a credibilidade que você merece. Acesse nosso portal e mantenha-se informado sobre os principais acontecimentos.