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O início do julgamento pelo assassinato da contadora

O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) deu início nesta segunda-feira (1º) ao julgamento de Leonardo Nascimento Chaves e Adriano Andrade Ribeiro. Ambos são réus pelo assassinato da contadora Kaianne Bezerra Lima Chaves, crime ocorrido em agosto de 2023, na cidade de Aquiraz, Região Metropolitana de Fortaleza. O primeiro dia de sessão no Fórum Manoel Florêncio Filho foi marcado pelo depoimento de quatro testemunhas de acusação.

A expectativa inicial era de que 15 pessoas fossem ouvidas, mas o cronograma foi ajustado e outras três testemunhas foram dispensadas. O julgamento, que deve se estender por até três dias, é acompanhado de perto pela sociedade cearense, dado o nível de planejamento apontado pelas investigações da Polícia Civil. Os trabalhos serão retomados nesta terça-feira (2), a partir das 9h, com a oitiva das testemunhas de defesa e o interrogatório dos réus.

A trama por trás do crime e a simulação de latrocínio

Segundo as investigações, Leonardo Nascimento Chaves, marido da vítima, teria arquitetado o homicídio com o objetivo de receber o valor de um seguro de vida, estimado em aproximadamente R$ 60 mil. Para executar o plano, ele teria contado com a participação de Adriano Andrade Ribeiro e de um adolescente, que na época possuía 15 anos. O menor já cumpriu medida socioeducativa de três anos pela participação no caso.

A estratégia dos envolvidos era simular um latrocínio — roubo seguido de morte. Para conferir veracidade à farsa, Leonardo teria solicitado aos comparsas que o agredissem, forjando uma cena de violência contra o casal. No entanto, o plano desmoronou quando a polícia obteve imagens de câmeras de segurança de um shopping, que registraram o encontro entre o marido e os executores pouco antes do crime, desmentindo a versão de um assalto casual.

Provas e desdobramentos processuais

O conjunto probatório aponta que Leonardo não apenas planejou o crime, mas também auxiliou na logística da ação. Relatos indicam que ele orientou a retirada de aparelhos eletrônicos e objetos de valor da residência para simular o roubo, chegando a indicar o local onde estava o instrumento utilizado para asfixiar a contadora. A perícia técnica confirmou que a morte de Kaianne Bezerra, aos 35 anos, foi causada por asfixia.

O processo, que tramita em segredo de justiça, teve um desdobramento anterior importante: Philipe Azevedo de Araújo, que chegou a ser denunciado como corréu, foi impronunciado pela Justiça por falta de indícios suficientes para levá-lo a júri popular. Enquanto a defesa de Leonardo mantém silêncio devido ao sigilo processual, os advogados de Adriano Ribeiro afirmaram buscar um julgamento justo e pautado nos princípios constitucionais. Para mais detalhes sobre o andamento deste e de outros casos de grande repercussão, continue acompanhando o News BV, seu portal de informação com credibilidade e compromisso com a notícia.

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