Foto: Ednardo Alves/SVM
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Balanço da quadra chuvosa no Ceará

O estado do Ceará finalizou a sua quadra chuvosa, compreendida entre os meses de fevereiro e maio, com um cenário de estabilidade e volumes dentro da média histórica. De acordo com o balanço oficial apresentado pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) nesta segunda-feira (1º), o estado acumulou 665 milímetros de precipitação nos quatro meses, superando levemente a média climatológica, que é de 609,2 milímetros.

O resultado confirma as projeções feitas pelo órgão ainda em janeiro, que indicavam uma probabilidade de 40% para chuvas dentro da normalidade. O comportamento das precipitações ao longo do período foi heterogêneo: enquanto fevereiro, abril e maio registraram volumes acima do esperado, o mês de março apresentou um índice inferior à média, com um desvio negativo de 15,6%.

Distribuição regional e condições climáticas

A análise detalhada da Funceme aponta que as chuvas foram mais intensas na porção Sul do território cearense. As regiões hidrográficas do Salgado e dos Sertões de Crateús destacaram-se por apresentarem acumulados acima da média histórica. Nas demais regiões do estado, o volume pluviométrico manteve-se dentro dos padrões esperados para o período.

O fenômeno meteorológico que impulsionou esse cenário foi a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), favorecida por condições favoráveis na temperatura do Atlântico tropical. Esse sistema é o principal motor das chuvas no Ceará e sua configuração foi determinante para que o estado não enfrentasse um déficit hídrico severo durante a quadra chuvosa de 2026.

Situação dos reservatórios e o alerta para 2027

Ao término do ciclo de chuvas, os reservatórios cearenses apresentam um volume total de 53,82% de sua capacidade. O dado revela uma leve redução em comparação ao mesmo período de 2025, quando o estado registrava 55,06%. Entre os destaques positivos, as regiões do Litoral, Alto Jaguaribe e Coreaú operam com volumes superiores a 94%.

Por outro lado, o açude Castanhão, maior reservatório do Brasil e peça-chave para o abastecimento da Região Metropolitana de Fortaleza, encerra o período com 33,19% de sua capacidade. Embora o número seja superior aos 29,73% observados no ano anterior, a gestão hídrica permanece como um ponto de atenção constante para as autoridades estaduais.

Olhando para o futuro, o monitoramento climático já aponta sinais de alerta. A Funceme indicou uma probabilidade de 60% de que o fenômeno El Niño atinja forte intensidade entre outubro e dezembro de 2026. Esse aquecimento acelerado da superfície do mar no Pacífico é um fator de preocupação para a quadra chuvosa de 2027, exigindo monitoramento contínuo. Para mais informações sobre o clima e o desenvolvimento das políticas hídricas no estado, continue acompanhando o News BV, seu portal de referência em notícias relevantes e atualizadas.

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