lesão corporal contra a ex-namorada. Reprodução A dentista Gabriele Pessoa, que
Reprodução G1
lesão corporal contra a ex-namorada. Reprodução A dentista Gabriele Pessoa, que

A dentista Gabriele Pessoa, residente em Camocim, no Ceará, revelou detalhes de uma experiência aterrorizante de agressão e cárcere privado, sofrida em 19 de maio de 2026, por seu ex-namorado, Samuel Levi Rodrigues Saldanha. O caso, que ganhou repercussão, expõe a face cruel da violência doméstica e a luta das vítimas por justiça e segurança. Gabriele descreveu momentos de desespero, onde tentativas de socorro foram em vão, e o agressor só deixou o local quando quis, após horas de tormento.

Samuel Levi, corretor de imóveis, foi detido em Fortaleza na última segunda-feira, 25 de maio de 2026, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva. A prisão ocorreu após a denúncia de Gabriele, que estava separada do suspeito há cerca de um mês, depois de um relacionamento de dois anos marcado, segundo ela, por agressões recorrentes.

Noite de terror: o cárcere privado e as tentativas de socorro

Na madrugada do dia 19 de maio de 2026, Samuel Levi invadiu a casa onde Gabriele estava dormindo, na Praia de Tatajuba. A dentista relatou ter acordado com os gritos do ex-namorado, que exigia que ela abrisse a porta para conversarem. O que se seguiu foi uma agressão brutal e um período de cárcere privado que durou aproximadamente duas horas.

Gabriele tentou de todas as formas pedir ajuda. Ela buscou o apoio de outras pessoas que estavam na residência e chegou a ligar para a mãe de Samuel, na esperança de que ela pudesse convencê-lo a ir embora. Apesar de uma breve conversa telefônica entre mãe e filho, o agressor permaneceu no local, trancando-se no quarto com a vítima.

As testemunhas presentes na casa, impossibilitadas de intervir diretamente, registraram vídeos e áudios do desespero de Gabriele, que chorava e implorava para que Samuel fosse embora. “Todas as vezes que eu tentava fugir e correr até a porta para tentar sair dessa situação ele me puxava e me jogava no chão. Bateu minha cabeça contra a parede, dizia que a culpa de tudo o que estava acontecendo era minha, que ele não conseguia viver sem mim, que não havia mais nada a perder, que eu havia acabado com a vida dele”, narrou a dentista.

A vítima relembrou o terror vivido, sentindo sua vida passar diante dos olhos. As ameaças de Samuel, que dizia “não ter nada a perder”, intensificaram o medo de Gabriele, que temeu ser morta. Somente horas depois, o agressor deixou a casa “tranquilamente”, deixando a ex-namorada com diversos hematomas pelo corpo. “Todas as tentativas de ajuda foram em vão, ele foi embora quando ele quis, tranquilamente”, desabafou Gabriele.

A escalada da violência doméstica e a busca por justiça

O episódio de 19 de maio de 2026 não foi um caso isolado. Gabriele Pessoa revelou que o relacionamento de dois anos com Samuel foi marcado por agressões recorrentes. “Foram dois anos de relacionamento com recorrentes agressões e quando eu finalmente consegui sair do relacionamento, não satisfeito, ele ainda fez tudo aquilo. Felizmente eu consegui sair com vida”, afirmou a dentista, destacando a dificuldade de romper o ciclo da violência doméstica e a persistência do agressor.

Após o ataque, Gabriele denunciou Samuel na Delegacia de Camocim. As investigações resultaram na expedição de um mandado de prisão preventiva contra o corretor, pelo crime de lesão corporal no âmbito da violência doméstica. A captura de Samuel Levi em Fortaleza, realizada por agentes da Delegacia de Camocim com apoio do Núcleo Operacional do Departamento de Polícia Civil do Interior Norte, representa um passo importante na responsabilização do agressor e na busca por justiça para a vítima.

A defesa do suspeito e os próximos passos legais

A defesa de Samuel Levi Saldanha, representada por seu irmão e advogado João Saldanha de Brito Júnior, manifestou “profunda estranheza” com a decretação da prisão preventiva. Em nota, o advogado informou que, em 22 de maio de 2026, compareceu espontaneamente à Delegacia Municipal de Camocim para apresentar o investigado, que estaria à disposição para prestar esclarecimentos. Contudo, segundo a defesa, o delegado teria informado que não seria necessário ouvi-lo naquele momento, e um novo horário seria agendado.

A defesa alega cerceamento, afirmando não ter tido acesso aos autos do processo até a audiência de custódia. Outro ponto levantado é a situação de saúde de Samuel Levi, que, um dia antes de ser preso (em 24 de maio de 2026), teria recebido encaminhamento urgente para atendimento psiquiátrico. A defesa informou que adotará medidas judiciais para tentar reverter a prisão preventiva e garantir acesso integral ao processo, reiterando a confiança no Poder Judiciário e no devido processo legal.

O caso de Gabriele Pessoa ressalta a urgência de combater a violência contra a mulher e a importância de denunciar. O News BV continuará acompanhando os desdobramentos deste e de outros casos que afetam a sociedade, trazendo informação relevante e contextualizada para nossos leitores. Mantenha-se informado sobre este e outros temas que impactam o Brasil e o mundo, acompanhando nosso portal para análises aprofundadas e notícias de qualidade.

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