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Créditos da imagem: Reprodução / Esporte

A seleção brasileira feminina de basquete inicia nesta quarta-feira, 11 de março de 2026, sua jornada no Pré-Mundial em Wuhan, na China. O primeiro desafio será contra a Bélgica, atual campeã da EuroWomen e uma das equipes mais fortes do cenário internacional, já com vaga assegurada para o Mundial. O confronto, marcado para as 5h30 (horário de Brasília), é crucial para as aspirações brasileiras de garantir uma das quatro vagas disponíveis no torneio classificatório.

Este Pré-Mundial não é apenas uma série de jogos; é a porta de entrada para a Copa do Mundo de Basquete Feminino de 2026, que será realizada em setembro, na Alemanha. A competição em Wuhan reúne equipes de alto nível, todas com o mesmo objetivo: carimbar o passaporte para o principal palco do basquete mundial. Para o Brasil, a participação no Mundial é fundamental para reafirmar sua posição no esporte e buscar novos patamares de desempenho.

O desafio em Wuhan e o caminho para a Alemanha

O torneio de Wuhan é um dos eventos mais importantes do calendário do basquete feminino. Com quatro vagas em jogo, a pressão é imensa desde o primeiro apito. A seleção brasileira está inserida no Grupo A, que além da Bélgica, conta com Mali, Sudão do Sul, República Tcheca e a anfitriã China. Cada partida será uma verdadeira final, exigindo foco total e performance de excelência da equipe comandada pela técnica Pokey Chatman.

A Bélgica, primeira adversária do Brasil, chega com o moral elevado após conquistar o título da EuroWomen e já ter garantido sua presença no Mundial. Essa condição, no entanto, não diminui a intensidade com que as belgas devem jogar, buscando manter o ritmo e testar novas estratégias. Para o Brasil, enfrentar uma equipe já classificada pode ser uma faca de dois gumes: por um lado, a Bélgica pode jogar com menos pressão; por outro, pode ser um adversário ainda mais solto e perigoso.

A seleção brasileira: experiência e renovação

A equipe brasileira que entrará em quadra na China é uma mescla de experiência e juventude promissora. A base do time é composta por atletas que conquistaram o vice-campeonato das Américas em julho de 2025, nos Estados Unidos. Nomes como Alana Gonçalo, Bella Nascimento, Cacá Martins, Emanuely de Oliveira, Damiris Dantas, Aline Moura e Kamilla Cardoso são a espinha dorsal da seleção.

A técnica norte-americana Pokey Chatman, conhecida por sua visão estratégica e capacidade de desenvolver talentos, também convocou jogadoras experientes que trazem liderança e consistência ao grupo. Entre elas estão Débora Costa, Iza Nicoletti, Sassá Gonçalves, Iza Sangalli e Iza Varejão. Essa combinação de atletas consagradas com talentos em ascensão é a aposta para superar os desafios do Pré-Mundial.

A preparação e os testes contra a China

A lista final com os 12 nomes que representarão o Brasil foi anunciada no último domingo, 8 de março, após um intenso período de preparação. Os treinamentos foram iniciados em novembro de 2025, com um grupo maior de 18 atletas, que foram gradualmente lapidadas para formar a equipe ideal. A fase final preparatória incluiu amistosos de peso contra a China, atual vice-campeã mundial, nos dias 4 e 6 de março, na casa das adversárias.

Os confrontos contra as chinesas foram equilibrados e serviram como um termômetro valioso para a comissão técnica. No primeiro jogo, em 4 de março, o Brasil lutou bravamente e chegou a arrancar um empate no último quarto, mas foi superado no tempo extra por 74 a 69. A segunda partida, em 6 de março, também demonstrou a resiliência da equipe brasileira, que, apesar da derrota, mostrou capacidade de competir em alto nível contra uma das potências do basquete mundial.

Expectativas e a busca pela vaga

A seleção brasileira chega ao Pré-Mundial com a ambição de retornar à Copa do Mundo, um palco onde o país já teve momentos de glória. A estreia contra a Bélgica será um teste de fogo, mas também uma oportunidade de mostrar a força e a união do grupo. A torcida brasileira espera ver um time aguerrido, que honre a camisa e lute por cada posse de bola, cada cesta e cada rebote.

O caminho até a Alemanha será longo e desafiador, mas a confiança no trabalho da comissão técnica e no talento das jogadoras é grande. Com uma estratégia bem definida e a garra característica do esporte brasileiro, a seleção feminina de basquete tem todas as condições de conquistar uma das vagas e representar o país no Mundial de 2026.

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