O Ceará se destacou no cenário industrial do Nordeste ao registrar um crescimento de 2,9% em setembro, superando as médias nacional e regional, que apresentaram variações de -0,4% e -0,1%, respectivamente. O desempenho foi divulgado através da Pesquisa Industrial Mensal (PIM).
O avanço ocorre em um período de desafios para a economia cearense, especialmente após a elevação de tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos em agosto. O Governo do Estado tem implementado medidas para mitigar os impactos dessa taxação. A de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece) opera o Fundo de Desenvolvimento Industrial (FDI), que teve seus encargos financeiros reduzidos para empresas beneficiadas no estado.
Em âmbito nacional, o Ceará ocupa a quarta posição em crescimento industrial no mês, atrás de Amazonas (9%), Rio Grande do Sul (4,8%) e Espírito Santo (4,6%). Setores como produtos químicos (72,4%), metalurgia (62,6%), alimentos (12,5%), metal (7%) e couro, artigos de viagem e calçados (5%) impulsionaram a expansão.
Os setores mais afetados pela elevação das tarifas americanas têm recebido atenção especial, com ações emergenciais implementadas pelo estado. O Governo busca parcerias com o setor produtivo e articulações com o Governo Federal para impulsionar o desenvolvimento econômico.
Em comparação com setembro do ano anterior, o estado também apresentou um desempenho superior à média, com um crescimento de 4,7%. Este número coloca o Ceará como o quinto melhor resultado do país, ultrapassando os índices do Nordeste (2,8%) e do Brasil (2%).
Fonte: www.ceara.gov.br