O Teatro do Centro Cultural do Cariri Sérvulo Esmeraldo pulsou com energia e criatividade na última terça-feira (11), durante o Festival CRIA – Cultura, Regionalidade, Intervenção e Arte. O evento reuniu mais de 150 pessoas para prestigiar as apresentações de cerca de 20 jovens do sistema socioeducativo, em uma celebração da arte, da cultura local e da transformação social.
No palco, os jovens compartilharam o espaço com artistas da região, em performances que demonstraram a força da arte como linguagem universal, capaz de expressar resistência, afeto e esperança. A plateia contou com a presença de autoridades e representantes de entidades ligadas à área social e cultural, que prestigiaram o evento.
A programação foi diversificada e emocionante. A Companhia de Teatro Ser Tão Menino, do Centro Socioeducativo Padre Cícero, abriu o festival com o espetáculo “A Biblioteca de Madalena”, que narra a história de Madalena Caramuru, a primeira mulher indígena alfabetizada do Brasil. A peça convidou o público a refletir sobre o poder da leitura e da educação. Em seguida, o desfile “Mistérios do Menino Bicho”, também do Centro Socioeducativo Padre Cícero, transformou o palco em um cortejo místico, resgatando lendas e tradições do Cariri.
O projeto “Além do Horizonte – Sons que Transformam”, dos Centros Socioeducativos José Bezerra de Menezes e de Semiliberdade de Juazeiro do Norte, levou música ao jardim do Centro Cultural. A banda, formada pelos próprios adolescentes, apresentou canções de diferentes estilos musicais. A Companhia de Teatro Casa dos Pássaros Dourados, do Centro de Semiliberdade de Juazeiro do Norte, encerrou a programação com “Vozes: O Grito Tecnológico da Transformação”, que uniu arte e tecnologia em uma reflexão sobre temas sociais relevantes.
O evento foi promovido com o objetivo de valorizar os talentos locais e promover a inclusão social através da arte e da cultura. A iniciativa buscou descentralizar as ações e fortalecer os laços entre a instituição e a comunidade. O Festival CRIA reafirmou o Cariri como um polo cultural vibrante, onde a arte se torna um instrumento de transformação e esperança. A organização considera incluir o festival na agenda anual de eventos.
Fonte: www.ceara.gov.br