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O Hospital Regional do Sertão Central (HRSC), em Quixeramobim, Ceará, tem transformado seus serviços através da participação ativa da comunidade. Desde 2020, o Fórum de Usuários do hospital reúne representantes da sociedade civil e de entidades de classe para coletar sugestões, opiniões e propostas de melhorias. O objetivo é adaptar os serviços às necessidades dos mais de 600 mil habitantes dos 20 municípios da região.

Até o momento, cerca de 30 melhorias foram implementadas com base nas contribuições dos usuários. Entre elas, destaca-se a ampliação do horário de troca de acompanhantes, a comunicação de boletins médicos para familiares de pacientes na emergência, a instalação de rede Wi-Fi para uso dos pacientes e a realização de visitas matinais aos pacientes internados na UTI.

O Fórum conta com a participação de representantes de grupos estratégicos como idosos, pessoas surdas, pessoas com câncer, pessoas autistas e a população LGBTQIAPN+. Segundo a ouvidora do HRSC, o projeto visa garantir uma participação mais ativa dos usuários, permitindo que suas sugestões influenciem as decisões e implementações diárias do hospital.

A experiência de Karine Dantas, militante da causa LGBTQIAPN+, exemplifica o impacto do Fórum. A partir de suas sugestões, o hospital adaptou seus métodos de acolhimento, implementando o uso do nome social nos prontuários e garantindo o uso de banheiros conforme a identidade de gênero.

Além disso, o HRSC implementou oficinas para o atendimento de pacientes neurodivergentes e instalou um sinal luminoso na de triagem do ambulatório, visando atender usuários com deficiência auditiva.

Segundo o gerente do ambulatório do HRSC, as sugestões do Fórum são cruciais para entender as necessidades e expectativas dos pacientes, orientando a tomada de decisões e fortalecendo a confiança entre o hospital e a comunidade. O diretor administrativo do HRSC destaca a importância da escuta periódica dos usuários como uma inovação na cultura hospitalar, permitindo identificar problemas e propor soluções de forma colaborativa e inclusiva.

Fonte: www.ceara.gov.br

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