casacivillarissafalcao
casacivillarissafalcao

Instrumentos e brincadeiras animaram o Banco de Leite Humano do HGF

Em um ambiente geralmente associado ao silêncio, o Hospital Geral de Fortaleza (HGF) inovou ao promover uma manhã de musicalização no seu Banco de Leite Humano (BLH). A atividade, dedicada aos bebês das mães atendidas, transformou o espaço em um palco de descobertas sonoras e lúdicas. O evento, realizado na última quinta-feira (16), teve como objetivo celebrar o Mês da Criança e introduzir os pequenos ao universo da música.

Bebês com até nove meses de idade tiveram a oportunidade de explorar brinquedos e instrumentos musicais, sendo estimulados a brincar e interagir com os sons. A iniciativa partiu de Rayane Souza de Lima, pedagoga, e Alex Victor Ferreira, músico, pais de Aurora, uma bebê de nove meses acompanhada mensalmente no HGF desde o nascimento. A ideia surgiu em conversa com Thársia Feijó Dantas, pediatra do BLH, que prontamente apoiou a proposta.

“Talvez, muitas crianças já não tiveram esse contato com a música dessa forma, mas foi notória a participação delas. No começo ficaram um pouco com medo, mas, do meio para o fim, foi totalmente diferente: todas já estavam bem alegres com a experiência nova”, relatou o pai de Aurora.

Aurora no colo dos pais e com olhar curioso no reco-reco

Entre os participantes, Velyne Evelyn, filha de Jaqueline Alves da Silva e Varbson de Almeida, se destacou pela curiosidade e animação com os brinquedos. Segundo os pais, a pequena sempre demonstrou apreço pela música, desde os primeiros meses de vida. A experiência no hospital foi vista como uma oportunidade diferente e enriquecedora.

Velyne e Aurora pequenininhas e “tirando um som”

A pediatra Thársia Feijó Dantas ressaltou a importância da musicalização para o desenvolvimento infantil. “Elas têm a oportunidade de interagir com as outras crianças, durante a vivência. Eu, como pediatra, estava analisando o perfil dos meus pacientes e conseguia muito ver naquele momento: um já está engatinhando, já tem interesse em brincar com os outros coleguinhas, agarrar objetos, levar a mão à boca. Há a parte lúdica, mas também a parte científica por trás”, explicou.

A pediatra do BLH/HGF, Thársia Feijó Dantas

Para Rayane, a iniciativa representa uma retribuição ao acolhimento recebido no Banco de Leite. “Vemos que não estamos sozinhas e que as profissionais do Banco de Leite nos transmitem carinho e afeto. É um grupo extremamente acolhedor; as meninas são preparadas e têm esse tato, de ter em todos os encontros essa sensibilidade da roda de conversa para saber como estão as crianças. E vamos nos sentindo acolhidas também, não só pelo grupo, mas pelas outras mães, pois é um ambiente de convivência, onde se conhecem outras mães e elas compartilham experiências conosco”, concluiu.

Fonte: www.ceara.gov.br

Destaques 

Relacionadas

Menu